Nossa profissão exige que estejamos sempre buscando atualizações e como professores de língua inglesa,podemos usar as redes sociais. Mas, como podemos tirar proveito de forma positiva em sala de aula?
No texto de José Moran fala acerca da postura do professor e das dificuldades:
Especialista em projetos de mudança na educação presencial e a distância
Diretor de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp
Com todos os recursos móveis e em rede, muitas questões nos desafiam como educadores:
1. O papel do professor muda cada vez mais: Ensina menos, orienta
mais, articula melhor. Ele se aproxima mais dos alunos, se movimenta
mais entre eles.
2. Os tempos das aulas se tornam mais densos, para realizar atividades
interessantes, que possam ser pesquisadas, produzidas, apresentadas e
avaliadas no mesmo espaço e tempo. São inviáveis as aulas de 50
minutos.
3. As aulas não se resumem só aos momentos presenciais. Aumenta a
integração com os ambientes digitais, com os ambientes colaborativos,
com as tecnologias simples, fáceis, intuitivas.
4. Os espaços se multiplicam, mesmo sem sair do lugar (múltiplas
atividades diferenciadas na mesma sala). O conteúdo pode ser
disponibilizado digitalmente. Predominam as atividades em tempo real
interessantes, desafios, jogos, comunicação com outros grupos.
5. Há uma exigência de maior planejamento pelo professor de atividades
diferenciadas, focadas em experiências, em pesquisa, em colaboração,
em desafios, jogos, múltiplas linguagens. Forte apoio de situações
reais, de simulações.
6. Ganha importância maior a presença do aluno-monitor, que apóia os
colegas e ajuda o professor, tanto nas atividades como nas orientações
tecnológicas.
7 Aumenta a integração de ambientes digitais mais organizados (como o
Moodle) com recursos mais abertos, personalizados, grupais, informais
(web2.0) em todas as etapas de um curso. Para motivar, ilustrar,
disponibilizar, pesquisar, interagir, produzir, publicar, avaliar com o
envolvimento de todos.
8. Quanto mais tecnologias, maior a importância de profissionais
competentes, confiáveis, humanos e criativos. A educação é um processo
de profunda interação humana, com menos momentos presenciais
tradicionais e múltiplas formas de orientar, motivar, acompanhar,
avaliar.
9. É imenso – e mal explorado - o campo de inserção da escola na
comunidade, de diálogo com pais, bairro, cidade, mundo, com atividades
presenciais e digitais.
10. Podemos ter modelos de organização de aulas, atividades e de
materiais formatados para todo o país. Só não podem ser aplicados ao pé
da letra nem ficarmos reféns deles. Podem servir como roteiros de
orientação dos alunos, personalizando-os, dando-lhes a nossa cara, indo
além do que está previsto.
11. A educação continuada, permanente, para todos, formal e informal,
presencial e a distância, abre imensos horizontes profissionais,
metodológicos, mercadológicos, que mal vislumbramos ainda. Tudo está
para ser feito, experimentado e reinventado de forma diferente. A
educação pode ser o campo mais fértil da reinvenção, porque todas as
pessoas, em todas as idades e condições, precisam desesperadamente de
ajuda em múltiplos campos: da formação inicial à super-especializada.
12.
Diante de tantas mudanças, tudo o que fizermos para inovar na educação será pouco.
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Texto inspirado no meu livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 4ª ed., Campinas: Papirus, 2009.
fonte: http://www.eca.usp.br/prof/moran/textos.htm